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domingo, abril 04, 2004

Fui jantar fora e não pude assistir ao jogo contra o Gil Vicente. Liguei o rádio a caminho do restaurante e ouço, na TSF, o comentador, aos gritos: “Baía tinha que ser expulso! As imagens são claras! É incompreensível... Como é que o árbitro não expulsa Vítor Baía?!” Andou nisto cinco ou dez minutos e, como não havia maneira de dizer o resultado, decidi mudar de estação. A mesma conversa e o mesmo tom estérico. Calculei que fosse assim em todas as outras, por isso - e porque a bebé tinha acordado com toda aquela gritaria - desisti.
No regresso a casa, e face ao número de chamadas não atendidas no meu telemóvel (pior do que ter amigos sportinguistas e benfiquistas é ter amigos ressabiados e desejosos de soltar as frustrações de uma época inteira cá para fora...), vi logo que as coisas não tinham corrido bem. Voltei a ligar o rádio para tentar saber o resultado. Em vão. A única coisa que consegui ouvir foram os mesmos comentadores, eufóricos, dizerem que o Vitor Baía tinha dado «uma fífia monumental» no segundo golo. "Eh lá", pensei, "Segundo?! Será que levámos quatro como os outros?!"

Soube agora o resultado e, para já, há três coisas apenas que estou curioso em saber:
1) Por que raio o Porto terá jogado com menos 10;
2) Como é que o Baía, jogando sozinho, conseguiu perder apenas por 2-0; e
3) Se os nossos comentadores ficam neste estado de excitação quando comentam as falhas do Vitor Baía, como é que eles serão... hã... quer dizer... lá em casa, com as mulheres e tal... Enfim, vocês sabem do que eu estou a falar.

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