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quarta-feira, dezembro 29, 2004

"Actualmente Baía custa-nos mais pontos do que aqueles que nos garante, pelo que se torna urgente prepararmos uma substituição para o médio prazo."

Eu sei que o meu espirito crítico em relação às exibições do Baía nem sempre será o mais esclarecido. E sei também que o Vítor Baía não é eterno - Deus há só um e até fez 67 anos esta semana. Mas, porra, convém não exagerar. Sobretudo se nos lembrarmos de tudo o que aconteceu nas épocas em que o Baía esteve ausente, ou se pensarmos na (falta de) qualidade dos guarda-redes que defendem as balizas dos nossos adversários. É de arrepiar, eu sei.
Olhando para os golos sofridos pelo Vítor Baía nas 15 jornadas já disputadas, eles ter-nos-ão custado, quanto muito, 4 pontos: em casa, contra o Leiria, e na Madeira, frente ao Marítimo. Os golos surgiram na sequência de defesas incompletas e em ambos os jogos o resultado final foi 1-1. Mesmo assim, o Vítor Baía é o guarda-redes menos batido do Campeonato e um dos menos batidos da Europa. Convém também não esquecer que, este ano, o Porto tem três jogadores novos na defesa, fez praticamente uma primeira-volta inteira com um defesa-esquerdo que, não tendo duas bossas, joga como se as tivesse, e deixou de praticar a célebre pressão alta (seja lá o que isso for), concedendo, por isso, muito mais oportunidades de golo aos adversários.
Ora, se a tudo isto acrescentarmos o facto de o Porto ter um dos piores ataques dos últimos (largos) anos, percebe-se que cada vez que o Baía comete um erro, ele implica a perda de pontos. O que se está a pedir ao guarda-redes do Porto é, então, que faça um campeonato inteiro sem qualquer falha. Convenhamos que é pedir muito. Mesmo ao Vítor Baía.

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