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quinta-feira, dezembro 23, 2004

Coincidência ou não, este blog regista sempre um número inusitadamente elevado de visitas depois de o Vítor Baía sofrer um golo em que, supostamente, é mal batido. O Sitemeter não mente. Calculo que a maioria destes leitores seja constituída por adeptos sportinguistas e benfiquistas que, depois do jogo de ontem, estarão curiosos em saber o que eu tenho para dizer sobre o lance que dá o golo do Marítimo. Nesse caso, e aproveitando a quadra natalícia, deixem-me que vos conte uma história: há muitos, muito anos, o meu pai levou-me, pela primeira vez, a assistir a um jogo de futebol ao vivo. Foi um Estoril-Porto e, com 0-0 ao intervalo, vendo o meu ar triste e desolado, o meu pai garantiu-me que na segunda parte é que ia ser. E foi mesmo. No final o Porto perdeu 3-0 e eu jurei, naquele dia, odiar para sempre o Estoril e nunca mais acreditar nos prognósticos do meu pai, promessas que, até hoje, tenho escrupulosa e orgulhosamente cumprido.
Felizmente que, de então para cá, e como é sabido, as coisas mudaram e a minha vida como adepto do Porto tem sido um fartote de campeonatos, taças e supertaças, conquistados em Portugal e no mundo inteiro. Para todos estes troféus, muitos e bons jogadores contribuíram, sendo que, à cabeça, surge, por força do número de títulos conquistados mas não só, o Vítor Baía. Por isso, se julgam que eu vou gastar um post a falar de um lance em que, depois de 90 minutos de uma exibição sem erros, o Vítor Baía larga uma bola onde Pepe, Ricardo Costa e Pedro Emanuel permitem que um jogador como o Pena chegue primeiro à bola e possa rematar à vontade, estão, claro, redondamente enganados. Como de resto têm estado toda a vida, ao escolherem os clubes que escolheram.

Boas Festas

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