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quarta-feira, janeiro 19, 2005

É triste gastar dois posts a falar de um jogo como o Académica-Porto. Mas tem que ser. A propósito da exibição do Vítor Baía neste encontro, diz o blog Terceiro Anel que o guarda-redes portista, exceptuando saídas a cruzamentos, pouco teve que fazer no decorrer da partida. Diz, e diz muito bem. Também eu não me lembro de uma única defesa vistosa do Vítor Baía durante os 90 minutos do jogo. Aliás, verdade seja dita que tenho sempre que fazer algum esforço de memória para me lembrar de uma defesa vistosa do Vítor Baía seja em que jogo for. Puxando pela cabeça (mas não muito, não vá eu ficar como os 'jornalistas' do Record), creio que a última vez que tal sucedeu foi na partida contra o CSKA, em casa, para a Liga dos Campeões. Mesmo o ano passado, e por falar em Liga dos Campeões, na Final contra o Mónaco, o Baía, exceptuando uma saída aos pés do Giuly, logo no início da partida, também se limitou, durante a maior parte do encontro, a sair-se a cruzamentos. Claro que foram uns 20 ou 30 cruzamentos; claro que o ponta-de-lança do Mónaco era só o Morientes, um dos melhores cabeceadores do mundo; claro que aquele era só o jogo mais importante da época a nível de clubes; e claro que, no fim, o Porto se tornou Campeão Europeu.
Talvez – talvez – por passar grande parte dos encontros a não fazer mais nada senão a sair-se a cruzamentos, o Vítor Baía voltou a ser distinguido pela UEFA e pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol (IFFHS) como um dos melhores guarda-redes da Europa. Nada de novo, portanto. A quantidade de vezes que o Baía foi já distinguido com este tipo de prémios em épocas anteriores leva-me a não perder muito tempo com o assunto, até para evitar que este blog se torne muito repetitivo.
Nada de novo também no que diz respeito ao gesto de solidariedade de Scolari, que se ofereceu para ajudar o menino que andou perdido durante 19 dias na Indonésia, e que trazia vestida uma camisola da Selecção Portuguesa. Já o ano passado Scolari demonstrara ser um homem com um enorme coração ao oferecer uma camisola – e a titularidade – da Selecção a um guarda-redes que passou a maior parte dos jogos de preparação para o Euro 2004 completamente perdido e que, na Final do Campeonato, exceptuando um único cruzamento, também pouco mais teve que fazer no decorrer da partida. Valha-nos o gesto de Scolari que encheu de orgulho e alegria toda uma nação. Neste caso, a grega.

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