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terça-feira, março 01, 2005

Já vi em todos os jornais, nos teletextos dos diferentes canais, e até um telefonema ao meu pai tive que fazer para confirmar que o resultado do Porto-Benfica de ontem foi, como de resto eu pensava que tinha sido, um empate a uma bola. Continuo por isso sem perceber o motivo que terá levado os jogadores do Benfica, no estádio, bem como os seus adeptos, aqui na minha rua, a festejarem um 1-1 como se de uma vitória por 5-0 se tratasse.
Para nós, portistas, (mal) habituados a grandes vitórias, jamais nos passaria pela cabeça festejar um empate em casa de um adversário directo, mas para os adeptos encarnados este tipo de comemorações, à falta de outros motivos, não é, de todo, de estranhar. A semana passada, por exemplo, amigos meus comentavam, efusivamente, as qualidades de Maxi Lopez e o grande golo que marcara frente ao Chelsea no jogo a contar para a Liga dos Campeões. Não quis estragar-lhes aquele momento e por isso não perdi tempo a explicar-lhes que o facto de um jogador marcar um golo pelo Barcelona implica que ele não é - não pode ser -, também, jogador do Benfica, mas não pude deixar de pensar na forma como eles se manifestariam se tivessem no seu clube, como eu tenho no meu, um guarda-redes que há década e meia tem vindo a contribuir decisivamente para a conquista de tantos e tão importantes títulos. Não faço ideia, mas, graças a Deus, eles também não...
Voltando ao jogo com o Benfica, o Vítor Baía, depois de Leiria, Estoril, Belenenses e Inter (e falo só nos encontros mais recentes para não tornar este post demasiado extenso), voltou a salvar o Porto de mais uma derrota/empate já nos derradeiros minutos. Com uma defesa soberba, feita com a ponta dos dedos, enviou a bola para canto, embora o árbitro tivesse assinalado pontapé-de-baliza. Um escândalo. Os Anti-Baía, que tantas vezes espumaram de raiva (sem aspas) por causa das defesas com as mãos fora da área para depois o árbitro nada assinalar, ou com as faltas sobre adversários isolados que - oh desgraça! - não deram expulsão, têm, desde ontem, mais um motivo para detestarem o Vítor Baía: um pontapé-de-canto transformado em pontapé-de-baliza. Aos Anti-Baía só lhes falta mesmo ver o guarda-redes portista defender uma bola para lá da linha e não ser considerado golo. Sim, porque a outra no jogo da 1ª volta foi, como toda a gente sabe, sobre a linha.

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